Nesta terça (05), foi realizada uma visita técnica ao Açude Orós, reunindo representantes do Comitê da Sub-Bacia Hidrográfica do Alto Jaguaribe, autoridades locais e técnicos da área hídrica.
A programação teve início com a recepção da presidente do Comitê, Gesilene Josino, que deu boas-vindas aos participantes e reforçou a relevância do açude para o estado.
Em seguida, o Coordenador de operações da Cogerh da sub-bacia do Alto Jaguaribe, Cássio Sales, destacou que o Orós é o 2º maior açude do Ceará e desempenha papel fundamental no abastecimento regional e nos diversos usos da água.

Foram abordados aspectos históricos da obra, iniciada ainda no período imperial, além de detalhes técnicos sobre monitoramento, estrutura e funcionamento do reservatório. Também foram destacadas melhorias recentes, como instalação de equipamentos de medição, pavimentação e sistemas que auxiliam na tomada de decisões.
O técnico agrícola do DNOCS, Erivan Anastácio, compartilhou sua experiência de mais de cinco décadas no órgão, trazendo um panorama sobre a história da instituição e os desafios enfrentados ao longo dos anos, incluindo períodos de seca e redução da estrutura técnica.

A visita seguiu para a Estação de Bombeamento, onde os participantes conheceram de perto o funcionamento dos sistemas de distribuição de água, incluindo o sistema Orós/Feiticeiro, responsável por levar água por canais, sifões e tubulações até outras regiões.
Também foram discutidos temas como transferência de água para a Região Metropolitana, manutenção dos sistemas e a importância da gestão responsável dos recursos hídricos.
Outro ponto foi o impacto positivo do açude no desenvolvimento regional. Segundo os relatos, cidades como Icó tiveram crescimento econômico significativo, impulsionado pela irrigação, que hoje atende centenas de produtores.

Atualmente, o perímetro irrigado conta com cerca de 2.700 hectares, enquanto a área total irrigada chega a aproximadamente 10.400 hectares. Além disso, cerca de 2.200 hectares são destinados à reserva legal, em conformidade com a legislação ambiental.
A visita reforçou a importância do trabalho conjunto entre instituições, comitês e comunidades para garantir o uso sustentável da água no Ceará.

