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05/04/2010
Municípios do Sertão Central temem falta de água em 2010
por: Alex Pimentel No Sertão Central, dos 16 mil litros de água armazenada na cisterna de placa da familia da agricultora Maria da Conceição Rodrigues , ja esta se arrastando no fundo as ultimas latadas .Se não começar a chover,além da dificuldade de alimento na mesa vai faltar água de beber.Essa realidade é vivida por outras 18 familias de Vila Nova no distrito de Riacho Verde. A comunidade foi uma das 155 da região contempladas pelo governo do Estado com sistemas de abastecimento.Todos tem água na porta de casa.,mas não escondem a frustração de não verem as cisternas cheias.
Mesmo assim, o agricultor Valdineudo da Silva Ferreira, responsável pela manutenção do dessalinizador instalado pela Superintendência de Obras Hídricas (Sohidra) na Vila Nova ergue as mãos para o céu. Não fosse o equipamento, o martírio em busca de água já teria começado. Além de dividir as sobras do barreiro com os bichos, seria obrigado a andar mais de hora para levar água para casa. "As fichas, cobradas a R$ 0,20, são para apurar o dinheiro para manutenção do equipamento".
Mas para quem é obrigado a sobreviver do Bolsa Família, a água vai se tornar artigo de luxo. Comprar da carroça é praticamente inviável. Os carroceiros já subiram o preço da lata, de R$ 0,60 para R$ 1,00. "Estão se aproveitando da situação", reclama Daniele de Oliveira. Dos carros-pipa também não dá. A carrada, de sete mil litros, está sendo vendida em torno de R$ 80,00. Muitas localidades amargam a mesma situação.







